quarta-feira, janeiro 25, 2017

Varsóvia, Polônia - linda, imensa e fria / Varsavia, Polonia - bella, enorme e fredda

(Scorri la pagina per leggere la versione in italiano)
Foi assim: Chegamos. À porta de entrada no aeroporto, a partir do pátio de aterrizagem, se postaram vários policiais fardados e segurando cães farejadores. Alguns pouquíssimos de nós, eu entre os happy few, fomos requisitados a parar, responder algumas perguntas e ter os passaportes levados para uma saleta para conferência.
A oficial, séria e gentilmente, me perguntou de onde eu vinha, eu gaguejei, me esqueci o nome da cidade. Ela riu e perguntou: você não sabe de onde veio? Eu respondi: sei, mas fiquei nervoso e os nomes se confundem em minha mente. Aqui está meu passaporte com a passagem. Ela pegou o passaporte, seguiu para a saleta já mencionada. Alguns minutos depois, voltou, me entregou o passaporte e disse: vá por onde eles estão indo.
Segui os desafortunados a uma sala onde terriers famintos por drogas começaram a cheirar minha bagagem e partiram para minha direção. Após os poucos minutos que passavam em câmera lenta, o oficial me olhou fundo e disse: Go! Eu parti a mil, coração acelerado. Puts! Parado pela polícia no aeroporto de Varsóvia! Fiquei me perguntando, no caminho até à saída, o que tinha acontecido. Várias respostas vieram à minha mente: 1: eles pensaram que eu era um imigrante do oriente médio; 2: pensaram que eu era um mula latino americano trazendo drogas em meu estômago; 3: pensaram que eu estava levando drogas da Holanda para dentro da Polônia agora sob o governo antieuropeísta, nacionalista e conservador do presidente Andrzej Duda; 4: nenhuma das alternativas, era apenas revista de praxe; 5: eu estava no voo errado pro lugar errado - não cheguei a uma conclusão, mas pelo menos, ganhei uma história para introduzir este post.
Centro de Varsóvia - Palac Kultury i Nauki
Passado o susto e o risco (?) de ser mandado de volta, saí do aeroporto e fui direto no busão para o centro da cidade. E que cidade! Varsóvia me pareceu enorme, com ruas largas e prédios imponentes. O principal deles, o Palácio da Cultura e Ciência, que me pareceu poder ser visto de todos os pontos da cidade (pelo menos eu o usei como guia todas as vezes que saí do hostel em busca do desconhecido), rasgava o céu azul e parecia um colosso posto sobre a praça para onde todos os olhos se dirigiam, mesmo os olhos poloneses que têm com ele uma relação de amor e ódio por ter sido um presente de Stalin à Polônia.

Conhecendo pessoas e lugares
Após minha experiência no aeroporto e as lembranças que me vieram à mente dos dias em Bucareste – outra capital do leste europeu que havia saído das garras da antiga URSS -, não procurei conversa com ninguém pelas ruas. Minha estratégia para conhecer pessoas da Polônia foi postar uma mensagem num fórum do couchsurfing anunciando minha chegada e convidando a galera para uma conversa, um café ou um passeio pela cidade. Para minha grande surpresa, mais de dez couchsurfers poloneses responderam a minha postagem, e desses, duas maravilhosas figuras tiveram o horário e o dia coincidentes com os meus.
Obviamente conhecer uma cidade ou lugares na cidade com moradores é uma experiência diferente daquela de apenas pegar um mapa e ir andando, ou se juntar a um grupo de Free Walking Tour. Quando a Wiola me enviou uma mensagem e me convidou a explorar um antigo bairro chamado Praga, me dizendo que era onde foi gravado o Pianista, eu me arrumei e fui correndo encontrá-la. A Wiola morou no Brasil alguns meses e entre seus destinos esteve Salvador, onde ela trabalhava num hostel no Pelourinho. Então, nos demos bem desde o primeiro “Czéṥc” (Olá).
Ela estava me esperando num café nas proximidades da Catedral de Santa Madalena (uma igreja Gótica lindíssima e cartão postal da cidade) à qual eu cheguei depois de andar por volta de 40 minutos vendo os monumentos ao longo do caminho e a superbonita arquitetura local – os prédios e pontes são belíssimos, e o cetro Nicolau Copérnico está bem perto do distrito aonde eu ia, bem como o estádio de futebol, e outras atrações as quais listarei no final do post.
Bom, saímos caminhando pelo distrito Praga, à procura de um restaurante onde pudéssemos nos aquecer do frio e encher a barriguinha. Nessa região há vários restaurantes e bares para todos os bolsos, por isso não foi difícil encontrarmos boas opções.
Fomos a um restaurante bem elegante onde pudemos conversar bastante ao som de música ambiente e ao sabor de um café delicioso.  Depois de algum tempo, resolvemos ir bater perna, e a Wiola me mostrou a parte do bairro onde aconteceram as gravações do filme O Pianista e os prédios antigos, envelhecidos, que ainda faziam parte do patrimônio arquitetônico do período pré-guerra-e-ocupação-soviética. Os edifícios decadentes, um grupo de meninos jogando bombas nas ruas sem se importar se os fogos iriam atingir alguém, uma crescente sensação de insegurança e o sentimento de que já tínhamos visto tudo, fez com que minha anfitriã me convidasse a dar meia-volta e partir rumo à cidade antiga. 


Stare Miasto – A Cidade Antiga
Esse tempo de caminhada foi maravilhoso não apenas por me ajudar a conhecer minha anfitriã um pouco mais, mas também porque podemos conversar sobre muitas e variadas coisas, especialmente sobre política contemporânea polaca e o sentimento xenofóbico invadindo a Europa depois da abertura à imigração muçulmana recente. 
No entanto, a Stare Miasto (Cidade Antiga) fez com que nos calássemos para apenas admirá-la. A cidade original foi criada no século XIV d.C, mas hoje em dia restam apenas 5% a 10% das construções originais que foram destruídas várias vezes devido às invasões e guerras, tendo a última destruição ocorrido durante a II Guerra Mundial. Mas quem se importa com a originalidade dos antigos prédios uma vez que eles foram reconstruídos de forma a trazer de volta a antiga estrutura outrora existente?! Eu pelo menos não e importei, fiquei maravilhado. Não explorei muito o local, apenas ficamos na parte de entrada da cidade antiga, pois a noite começou a cair, o frio a recrudescer. 
Entretanto, tive a felicidade de ter em meu quarto um grupo de espanhóis supersimpáticos e gente
boníssima que me convidou a passear com eles por lá no dia seguinte. Não deu outra! De manhã cedo, por volta das dez (o sol nasce depois das 8:30 no inverno), lá estávamos nós nos encontrando de baixo de neve - muita neve! – que caía do céu como chuva torrencial para a emoção minha e deles (que vinham do quente sul da Espanha). 
By Marcos Navarro
Andamos a percorrer toda a Stare Miasto, sentindo o vento frio e a neve gelada caindo sobre nossos rostos, fazendo “poc, poc” em nossos olhos arregalados, regelando nossas mãos fotográficas, enquanto ouvíamos o guia do Free Walking Tour contar a história sobre o rei Sigismundo II, a casa mais estreita do mundo, o sino do desejo, o coração de Chopin na igreja da Santa Cruz; e escutávamos a música de Chopin saída dos bancos - espalhados por algumas áreas da cidade - quando passamos a mão neles, tomávamos o vinho quente no Christmas Market instalado na praça principal, etc.
 Pois bem, um dia que começou preguiçoso e com muita neve sobre a cidade, culminou num passeio agradabilíssimo com pessoas que instantaneamente se tornaram queridas – um brinde às viagens, às amizades que fazemos pelo caminho, e às pessoas de coração aberto à vida! Viva!

Eu, Marcos, Isa, Alejandro, Vicente, Juan - maravillosos chicos!


Réveillon em Varsóvia – Palac Kultury i Nauki
Para ser sincero, eu tinha decidido ficar no hostel e escrever um post sobre Eindhoven enquanto os fogos de artifício e os gritos de “Feliz Ano Novo” estivessem correndo soltos pela rua. Não estava mesmo muito afim de sair no frio para celebrar com um monte de estranhos a chegada de 2017. Mas a Astrid e o Ferruccio – uma dupla bem bacana que eu conheci no hostel no dia anterior – se recusaram a me deixar no quarto e me convenceram a ir rapidinho ver a queima de fogos que seria uma das mais bonitas da Europa e deixar o post pra depois. Me arrumei, e partimos caminhando os três à procura de um posto livre por entre a multidão que se aglomerava ao redor do Palácio.
 Estava tendo um show com músicos locais e o som que ouvíamos de música pop polaca enchia todo o quadrante da praça e além. Não conseguíamos ver sequer o asfalto, não só pela neve que caía, mas especialmente pelas milhares e milhares de pessoas que paravam a escutar as canções, e se punham à postos para contar os últimos segundos do Ano Velho, nós incluídos.
video

 Quando enfim o relógio badalou a virada do ano, o que se viu foi um show de luz e cores que durou por minutos intermináveis. Os fogos de variadas formas e sons iluminavam o céu, os rostos, as ruas e prédios. O Palácio da Cultura e Ciência deixava de ser um velho socialista sisudo e se transformava numa Carmen Miranda polonesa – foi um dos Réveillons mais bacanas que já tive. Nos abraçamos os três – um brasileiro, uma holandesa e um italiano –, nos desejamos um 2017 feliz e seguimos a multidão que ia embora pelas ruas como uma manada de volta ao aprisco enquanto a Astrid comentava que era muito estranho ver a debandada logo após os fogos uma vez que ainda rolava o show em frente ao Palácio. Talvez fosse devido ao frio, talvez todos tivessem tido a mesma ideia que nós, talvez houvesse outra festa para ir! Bom, nós voltamos para o calor dos quartos do Warsaw Hostel Centrum.



Ẑegnaj Warszawa! Adeus Varsóvia!
Os dias que passei na capital da Polônia foram muito bons, feitos mais especiais ainda pelas pessoas que conheci e com as quais tive o prazer de caminhar pela cidade, dividir refeições, ouvir e contar histórias e compartilhar experiências. Entre elas, a Iwona, uma polaca supersimpática, coptóloga, que ama a língua portuguesa e com quem tive o prazer de passar quase a tarde inteira conversando e aprendendo. 

No meu último dia por lá, fui convidado por ela para almoçar num restaurante maravilhoso chamado Café Kulturalna que fica dentro do Palac de Kultury i Nauki, pela entrada lateral do Marlszalkowska. E não bastasse o almoço maravilhoso, também pude ouvir histórias incríveis de suas viagens pelo mundo e de como ela havia se apaixonado pela língua e aprendido o português. A Iwona é dessas pessoas que a gente olha pela primeira vez e sente que é gente de casa. Aliás, foi bem assim a sensação da minha visita a Varsóvia – estar em casa, não pelo lugar ou seus monumentos, mas pelas pessoas que conheci e os amigos que fiz por lá: um pessoal que quero levar comigo sempre pela vida. 

O que ver/fazer em Varsóvia
Palak Kulturi i Nauki (Há um mirante no topo do prédio; um café e um teatro no térreo)
Nowy Sviat
Muzeum Frederika Chopina
Igreja da Santa Cruz
Tumba do soldado desconhecido
Plac Zamkowy
O castelo Real
Ryneg Starego Miasta
Barbakan
Fort Legionow
Centro Nicolau Copérnico
A Sereia de Varsóvia (estátua)
Caminhada ao longo do Rio Vístula
Igreja do Salvador
E tudo o mais que você quiser descobrir com suas caminhadas 

Gostou? Então divulgue 😉















(Traduzione di Teresa Concas)
E così, atterrammo. Proprio all'entrata dell'aeroporto, già sulla pista di atterraggio, erano appostati vari poliziotti in divisa, con cani antidroga al guinzaglio. A pochissimi di noi,  me compreso, venne chiesto di fermarsi per rispondere ad un paio di domande mentre i  nostri passaporti venivano portati in una saletta conferenze.
Una ufficiale, seria e gentile, mi chiese da dove venissi. Esitai, non riuscivo a ricordare il nome della città. Lei rise, incredula: “davvero non sa da dove arriva?”; e io: “Lo so, ma sono un po' nervoso e faccio confusione con i nomi. Qui c'è in passaporto e il biglietto”. Prese il passaporto ed entrò nella saletta di cui sopra. Tornò dopo alcuni minuti, mi consegnò il passaporto e mi disse di seguire il resto del gruppo.



Seguii gli sfortunati fino ad una stanza, dove terrier famelici di droga presero ad annusare i miei bagagli, dirigendosi poi verso di me. Come al rallentatore, passato qualche minuto, l'ufficiale mi squadrò per bene e disse: “Go!”. Non me lo feci ripetere, il cuore a mille. Questa poi! Fermato dalla polizia nell'aeroporto di Varsavia! Continuavo a chiedermi, andando verso l'uscita, cosa fosse successo. Ecco alcune delle possibili risposte che trovai. 1: Sono stato scambiato per un immigrato mediorientale; 2: Avranno pensato che fossi un trafficante sudamericano con lo stomaco pieno di droga; 3: Avranno pensato che stessi contrabbandando droga dall'Olanda in Polonia, che è controllata dal governo antieuropeista, nazionalista e conservatore del presidente Andrzej Duda; 4: Si trattava di un controllo di routine; 5: Ero sul volo sbagliato e sono atterrato nel posto sbagliato. Non sono tutt'ora giunto ad una conclusione, ma almeno ho guadagnato una storia per introdurre questo post.

Centro di Varsavia – Palac Kultury i Nauki
Passato lo spavento e il rischio (?) di essere rimandato indietro, uscii dall'aeroporto e andai direttamente a prendere il bus diretto in centro città. E che città! Varsavia mi sembrò enorme, con le sue strade larghe e i palazzi imponenti. Il più grande, il Palazzo della Cultura e della Scienza, mi sembrò si potesse vedere da tutti i punti della città (o almeno lo usai come punto di riferimento ogni volta che lasciai l'ostello in cerca dell'ignoto). Graffiava il cielo e sembrava un gigante torreggiante sulla piazza, dove tutti gli occhi si dirigevano, compresi quelli dei polacchi che hanno con lui una relazione di amore e odio, poiché fu un regalo di Stalin alla Polonia.

Conoscendo persone e luoghi
Dopo la mia esperienza in aeroporto e il ricordo ora sempre più vivido dei giorni a Bucarest (altra capitale est europea scampata alle grinfie dell'URSS), non cercai di parlare con nessuno per strada. Il mio piano per conoscere persone in Polonia era postare un messaggio in un forum di Couchsurfing annunciando il mio arrivo e invitando i lettori per quattro chiacchiere, un caffè o una passeggiata per la città. Con mia grande sorpresa più di dieci couchsurfers polacchi risposero al mio post e, di questi, due splendidi persone avevano tempi e giorni coincidenti con i miei.
Ovviamente conoscere una città e i suoi luoghi con chi vi abita è un'esperienza diversa dal semplice prendere una mappa e andare, o unirsi ad un Free Walking Tour.
Praga
Per questo quando Wiola mi inviò un messaggio per invitarmi ad esplorare un antico quartiere chiamato Praga, dicendomi che lì era stato girato Il Pianista, mi rassettai e corsi ad incontrarla. Wiola ha vissuto in Brasile per alcuni mesi vivendo per qualche tempo anche a Salvador, dove lavorava in un hotel in Pelourinho: per questo andammo d'accordo dal primo “Czéṥc” (Ciao).
Mi aspettava in un caffè vicino alla Cattedrale di Santa Madalena (una chiesa gotica stupenda, cartolina della città) dove arrivai dopo una camminata di quasi 40 minuti, in cui mi presi il tempo di osservare i monumenti lungo la strada e la meravigliosa architettura locale – i palazzi e i ponti sono bellissimi, e il centro Nicola Copernico è molto vicino alla zona dove stavo andando, così come lo stadio di calcio e altre attrazioni che elencherò alla fine di questo post.
Dunque, uscimmo a passeggiare per il distretto Praga alla ricerca di un ristorante dove poterci riparare dal freddo e riempirci lo stomaco. In quest'area si trovano molti ristoranti e bar per tutte le tasche, per questo non fu difficile trovare un buon posto.
Scegliemmo un ristorante molto elegante, dove era possibile conversare con musica di sottofondo accompagnata da un delizioso caffè.
Dopo un po', decidemmo di metterci in cammino e Wiola mi mostrò la parte del quartiere dove ci venne è stato girato il film Il pianista, tra i palazzi antichi, invecchiati, che ancora facevano parte del patrimonio architettonico del periodo prima della guerra/occupazione sovietica. Gli edifici decadenti, un gruppo di ragazzini intenti a tirare petardi per strada senza prestare attenzione se colpivano qualcuno o meno, un crescente senso di insicurezza e la sensazione di aver già visto tutto fecero si che la mia guida mi invitasse a tornare indietro per fare un giro nella città vecchia.


Stare Miasto – La città vecchia
Il tempo di questa passeggiata fu meraviglioso non solo perché mi aiutò a conoscere un po' meglio la mia guida, ma anche perché ci permise di conversare di molti e svariati argomenti, specialmente l'attuale politica in Polonia e il sentimento xenofobo che sta invadendo l'Europa dopo la recente apertura all'immigrazione musulmana.


Nel frattempo, la Stare Miasto (Città Vecchia) ci fece ammutolire, ammirati. La città fu fondata inizialmente nel XIV secolo D.C., ma ad oggi rimangono appena il 5 o 10% delle costruzioni originarie, distrutte varie volte tra invasioni e guerre, l'ultima risalente alla seconda Guerra Mondiale. Ma a chi importa dell'originalità degli antichi palazzi, una volta che sono stati ricostruiti in maniera da riprodurre l'antica struttura?! Almeno, a me non importava, ne rimasi meravigliato. Non esplorai molto la zona, rimanendo soltanto vicino all'entrata della città vecchia, perché cominciò a calare la sera  e il  freddo ricominciò a mordere.
Poi, per una felice coincidenza, trovai nella mia stanza un gruppo di spagnoli stra simpatici e alla mano che mi invitarono a ritornare lì con loro il giorno seguente per una passeggiata. Senz'altro! La mattina presto, intorno alle dieci (il sole nasce dopo le 8.30 in inverno), eccoci là, a incontrarci sotto la neve (tanta neve!) che cadeva dal cielo come pioggia torrenziale tra il mio e il loro stupore - che venivano dal sud della Spagna.


Percorremmo tutta la Stare Miasto, sentendo il vento freddo e la neve gelata cadere sui nostri volti, facendo “poc, poc” nei nostri occhi socchiusi, congelando le nostre mani fotografiche, mentre la guida del Free Walking Tour ci raccontava la storia di Re Sigismondo II, della casa più stretta del mondo, della campana del desiderio, del cuore di Chopin nella chiesa della Santa Croce; e ascoltavamo la musica di Chopin venire dalle bancarelle sparse in alcune aree della città, o bevendo vino caldo nel mercatino di Natale nella piazza principale ecc.
Insomma, un giorno che era iniziato pigramente e con molta neve sulla città, terminò in una splendida passeggiata con persone che fin da subito sentii vicine – un brindisi ai viaggi, alle amicizie che si fanno lungo il cammino e alle persone con il cuore aperto alla vita! Viva!


Capodanno a Varsavia - Palac Kultury i Nauki
Ad essere sincero, avevo deciso di rimanere in ostello a scrivere un post su Eindhoven quando i fuochi d'artificio e le grida “Felice anno nuovo” avessero iniziato a correre libere per la strada. Non ero molto dell'idea di uscire al freddo per celebrare con una folla di estranei l'arrivo del 2017. Ma Astrid e Ferruccio, una coppia molto simpatica che avevo conosciuto il giorno prima proprio in ostello, si rifiutarono di lasciarmi in stanza e mi convinsero a sbrigarmi per vedere i fuochi, che sono uno degli spettacoli più belli d'Europa e a lasciare il post per dopo. Mi rassettai e ci incamminammo, un trio in cerca di un posto libero in mezzo alla moltitudine che si raccoglieva intorno al Palazzo. Era in corso un concerto di musicisti locali e la musica pop polacca riempiva risuonando tutta la piazza e oltre. Non si riusciva nemmeno a vedere l'asfalto, non solo per la neve che cadeva incessantemente, ma specialmente per le centinaia e centinaia di persone che si fermavano per ascoltare le canzoni, preparandosi a contare gli ultimi secondi dell'anno vecchio,e noi con loro.
La casa più stretta del mondo

Quando finalmente l'orologio segnò il passaggio dell'anno, cominciò uno spettacolo di luci e colori che durò per lunghissimi minuti. I fuochi di molte forme e suoni illuminavano il cielo, i volti, le strade e i palazzi. Il Palazzo della Cultura e della Scienza smetteva di essere un vecchio socialista serioso e si trasformava in una luccicante Carmen Miranda polacca – uno dei capodanno migliori della mia vita fin'ora. Ci abbracciammo: un brasiliano, una olandese e un italiano, augurandoci un felice 2017 e seguimmo la folla che si disperdeva per le strade come un gregge di ritorno all'ovile mentre Astrid commentava che era molto strano vedere che tutti se ne andavano subito dopo i fuochi, visto che lo spettacolo continuava di fronte al Palazzo. Forse per via del freddo, forse avevano avuto tutti la nostra stessa idea, forse stava iniziando un'altra festa cui andare! Insomma, noi tornammo al caldo delle stanze del Warsaw Hostel Centrum.


Ẑegnaj Warszawa! Arrivederci Varsavia!
I giorni che passai nella capitale Polacca sono stati molto buoni, resi ancora più speciali dalle persone che ho conosciuto e con le quali ho avuto il piacere di camminare per la città, dividere pranzi e cene, ascoltare e raccontare storie, condividere esperienze. Tra queste, Iwona, una polacca super simpatica, studiosa della lingua e della cultura copta, che ama la lingua portoghese e con cui ho avuto il piacere di passare quasi tutta la sera chiacchierando e imparando.
Chiesa della Santa Croce
L'ultimo giorno mi invitò a pranzo in un ristorante meraviglioso chiamato Café Kulturalna, dentro il  Palac de Kultury i Nauki, passando dall'entrata laterale del Marlszalkowska.  E come se il meraviglioso pranzo non fosse bastato, ebbi anche il piacere di ascoltare le incredibili storie dei suoi viaggi intorno al mondo, e di come, innamorata della lingua portoghese, decise di impararla. Iwona è una di quelle persone che fin dal primo momento si capisce che sono gente di casa. In realtà, questa fu la sensazione per tutto il tempo della visita a Varsavia: essere a casa, non per il posto o per i monumenti, ma per le persone che ho conosciuto e gli amici che ho trovato lì, gente che vorrei portare con me per tutta la vita.

Cose da vedere/fare a Varsavia
 Palak Kulturi i Nauki (C'è un terrazzo panoramico in cima al palazzo; un caffè e un teatro al piano terra)
Nowy Sviat
Muzeum Frederika Chopina
Chiesa della Santa Croce
Tomba del milite ignoto
Plac Zamkowy
Il castello reale
Ryneg Starego Miasta
Barbakan
Fort Legionow
Centro Nicolau Copérnico
La sirena di Varsóvia (statua)
Camminata lungo il fiume Vístula
Chiesa del Salvatore
E tutto quello che potete scoprire con le vostre passeggiate

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segunda-feira, janeiro 16, 2017

Eindhoven - Holanda - um lugar para encontrar amigos


Como disse no post anterior, fui para Eindhoven por causa dos voos baratos da Ryanair, que sempre chegam e partem de lá para vários pontos da Europa. Cheguei de madrugada e a única coisa que vi foi a estação central e a rua do meu hotel.  Na volta, contudo, pude desfrutar da cidade por mais tempo – fiquei por duas noites.
Estádio Phillips e Igreja 
No entanto, se você me perguntar o que há para se fazer em Eindhoven, eu diria que não há muito o que dizer, a não ser se você for fã de futebol. Aí poderá ir ao estádio Phillips e ao museu do PSV Eindhoven e se divertir muito; se não, pode caminhar pelo centro histórico que é pequeníssimo, e comer em algum restaurante bacaninha nos arredores. A cidade, porém, não me pareceu muito atrativa. Em certas épocas do ano, há shows e exposições que são bem concorridos e famosos. Eu não vi nenhum nem outro. Soube depois que a uma hora de Eindhoven há uma cidadezinha universitária e histórica legal chamada Mastriicht, que parece valer a pena visitar. Então, se for estar lá por algum motivo, visite as cidades nos arredores.
Mas você há de me perguntar: “Então, Márcio, se não há muito motivo para visitar Eindhoven, por
Igreja de Santa Catarina
que não deixá-la passar batida?”. Bem, primeiro porque é sempre bom conhecer as coisas, há sempre um algo aqui outro ali que pode ser o Santo Graal para alguém; segundo, porque, como sempre tenho dito, a razão que mais me faz querer viajar por aí não é apenas conhecer lugares, pois no final das contas, por mais lindos que sejam, por mais incríveis que pareçam, por únicos que possam ser no mundo, as cidades e os lugares acabam dando na mesma: monumentos, prédios, natureza, paisagens. O que mais me atrai, porém, é conhecer mundos, e estes são aqueles feitos por pessoas. Para mim a coisa rola mais ou menos como disse Clarice Lispector em carta a suas irmãs certa vez: “eu gosto de gente, não de lugares”.
E lá, nos confins dos Países Baixos, eu encontrei dois motivos para escrever um post, mesmo que rápido, sobre minha experiência em Eindhoven.
Mas antes de falar nisso, vamos contar uma historinha. Pra começar, assim que cheguei, deixei a mala no bagageiro do hostel e fui explorar a cidade. De lá até o centro, andando, são mais ou menos 35 minutos. Escolhi esse lugar a 1 km do centro pelo valor e pelo conceito – era uma fábrica da Phillips que se divide entre hotel e hostel, tem uma boate e um bar bem bacanas, etc. Também a localização me parecia legal, porque, segundo li, na região onde ele está há museus e galerias de arte. Eu sabia que não teria tempo para isso, mas, ficar numa área de museus e galerias sempre faz o ar parecer melhor.
Igreja de Santa Catarina
A verdade é que, andando até o centro, pude ver coisas interessantíssimas como alguns pequenos monumentos no estilo carro de lata numa praça com caixotes que serviam de bancos de madeira; uma chaminé de fábrica que a noite fica iluminada de vermelho com uma projeção de laser no topo como se fosse fogo ardente. Há também, no percurso, o estádio da Philips que se impõe no cenário como um gigante de aço e concreto, e, na lateral dele, o mural com todos os jogadores do PSV – você pode sentar no banquinho em frente aos jogadores e tirar uma foto com todos enquanto as pessoas passam pela rua, te olham e riem, achando engraçado que alguém todo empacotado vá se sentar ali naquele frio pra tirar uma foto com pessoas pintadas na parede. Mas meu lugar favorito desses todos foi com certeza a Igreja de Santa Catarina – construída no século 19, em estilo neogótico, tem vitrais lindíssimos e dois órgãos. Na praça, em frente às portas da igreja há o cemitério encontrado sob sua fundação onde foram descobertos mais de 1000 esqueletos de pessoas enterradas entre 1200 e 1850 e ao qual podemos ver através de um vidro colocado sobre a calçada. Algo meio mórbido, mas maravilhoso de se ver – história diante dos olhos. Como era época de Natal, encontrei também um Christmas Market e todas as suas atrações culinárias e de entretenimento.
Não comi nada dos stands postos lá e a razão é uma só. Descobri um restaurante italiano chamado
Café da manhã no hostel 
Happy Italy, ali mesmo, onde, a exemplo do Il Palio de Amsterdã, serviam comida italiana em proporções gigantescas a apenas 5 euros. Caí matando na pizza que, de tão grande, não consegui nem tomar meu cafezinho quente costumeiro nesses dias frios da Europa.

Porque boas amizades são sempre um plus na vida
O sol se pondo e o frio aumentando me fizeram voltar para o hostel, na verdade, correr praticamente. O frio estava castigando. Aquela entrada superbacana, aquele calorzinho confortável, fizeram logo logo passar o gelo das bochechas e a sensação de mãos quebrando. Embora eu goste muito dessas sensações extremas, é sempre um conforto estar no calorzinho de “casa”.
Pois bem, foi lá no hostel que conheci uma das figuras mais legais de minhas viagens, o David. Um austríaco super boa-praça, que não é nada fã de seu país e queria mesmo era ser latino-americano.  Aliás, ele me disse que a partir de março porá a mochila nas costas e vai percorrer toda a América Latina começando pelo México, e só voltará para casa quando seu passaporte estiver todo carimbado – genial, né?!
O David e eu conversamos muito nesse dia e meio. O engraçado é ver como pessoas abertas ao mundo logo se engajam numa amizade tão bacana que faz com que pareça nos conhecermos há anos. De sorte que falamos sobre tudo: viagens, garotas, sonhos, planos futuros, nossas famílias... e isso em menos de 24 horas! É sempre muito bom encontrar pessoas assim, faz a vida parecer mais leve e interessante. No dia seguinte, fomos andar por Eindhoven, apenas para conversarmos ao ar livre, pois o David estava meio doente e, segundo ele, andar no vento frio desobstruía suas vias respiratórias e fazia seu corpo ficar melhor.

Devo dizer que funcionou mesmo! O cara ficou superbem assim que tomamos a rua e fomos direto para... o restaurante italiano! Dessa vez, uma macorronada com nome italiano que eu não lembro chegou à mesa e eu não consegui comer tudo! A garçonete (os olhos mais bonitos que já vi!) tentava me forçar a comer dizendo que o pessoal iria cobrar taxa de desperdício – aí ela falava alguma coisa como “gotta eat all, dude” e ria. E eu, fui tentando, tentando, duas horas tentando terminar aquela comida deliciosa e farta.
Presépio na igreja de Santa Catarina
O meu amigo voltou para o hostel e eu fiquei no centro perambulando um pouquinho à espera de Kimi, a quem eu não via há mais de 20 anos. Nossas famílias se conhecem há tantos anos quantos eu posso lembrar. Os tios dela e meu irmão formaram uma banda na adolescência e desde então somos os primos de sobrenomes diferentes. Seus pais se mudaram para o Japão há 20 e poucos anos e a última vez que a vi foi quando Soraya, sua mãe, esteve lá em casa para me levar uns livros de japonês – eu tinha acabado de ler Xógum e estava apaixonado pela língua e pela cultura nipônica. Depois de então, houve aquele período de silêncio até o advento do Facebook que reaproximou todas as pessoas na face da terra :D.
Eu tinha visto algumas fotos da Kimi na internet, mas toda a moça de cabelos claros que aparecia na estação (lembrem que eu estava na Holanda, imaginem minha agonia!) me fazia pensar: é ela?! Mas não, tínhamos marcado na porta da Centraal Station e esquecido de dizer qual dessas portas seria.
Depois de alguns minutos de expectativa, vejo uma linda mocinha olhar para mim e dizer: Márcio? Nossa, reconheci na hora: o rosto era a mistura da fisionomia dos pais, o sotaque inconfundível e aquele sorriso que os baianos têm! Foi uma sensação meio curto-circuito. Tipo, você tem na mente uma criança de dois anos e de repente aparece uma moça de 20 e poucos – é pra dar pane no sistema eletro-motor.
A gente falou do ponto de referência e rio muito com o vacilo. Então, como estávamos ambos na
cidade pela primeira vez, voltamos a passear pelo centro. Já havia escurecido e o Christmas Market não estava mais funcionando. Então, resolvemos procurar um restaurante bacana (cujo nome não me lembro agora) para sentarmos e tomarmos um café quente para esquentar a garganta e as mãos. Me surpreendi com a Kimi. Aquela bebezinha de anos atrás havia se tornado uma moça altamente inteligente, com uma conversa fluente e bem articulada e uma alegria de viver maravilhosa – tudo era motivo de boas risadas! Tá bom, conhecendo a família dela, obviamente era de se esperar isso, é uma coisa de genética. Mas, de qualquer forma, sempre são boas surpresas ver os filhos puxando aos seus.

“Um dia, amigo, eu volto a te encontrar”
Levei Kimi até a estação e esperei que ela tomasse o trem de volta para Mastriicht, onde está estudando. Nos demos aquele abraço apertado bem ao estilo Bahia e eu arrisquei puxar da memória meu antigo e enferrujado japonês dizendo “Mata Ashita” (até breve). Ela vibrou, corrigiu minha pronúncia e partiu.
Vi o trem indo embora e me lembrei que bem cedo de manhã – pelas 5 – seria eu a partir. Tomei meu caminho de volta ao hostel, encontrei o David no bar para um café de despedida e muita conversa e dali fomos seguir nossos caminhos: eu para a Polônia, ele para uma rave numa cidade próxima a Eindhoven - e dessas horas, o que fica é  a sensação de que a vida é assim, cheia de surpresas na chegada e corações aquecidos com amizades na partida.




terça-feira, janeiro 10, 2017

Amsterdam - Holanda - Linda, Leve e Louca


Embora meu destino principal fosse Amsterdã, precisei pernoitar em Eindhoven porque a Ryanair tem voos baratos para lá partindo da capital dinamarquesa. E, além do voo com preço superbarato que eu encontrei, ainda tinha a ideia de conhecer mais uma cidade holandesa além da capital. Escolhi um hotel perto da Estação Central onde há várias acomodações arrumadíssimas e com preço acessível. Procurei por um lugar onde pudesse fazer o check-out depois das 10:00 pra poder dormir um pouquinho mais e relaxar antes de me aventurar pelas ruas da louca capital neerlandesa.

Os trens para Amsterdam saem regularmente da estação central e o valor da passagem de ida e volta
Rua do Centro de Amsterdã à noite
(quando comprei) foi 40 euros (se Eindhoven não te interessar, talvez seja melhor pagar mais caro nos bilhetes de voo de outra companhia que tenha Amsterdã como destino e ir direto para lá). O legal de andar de trem na Europa é ver as lindas vilas e povoações ao longo do caminho. No trajeto de uma hora e poucos entre Eindhoven e Amsterdã a gente pode ver cidades e vilas com moinhos rodando suas pás gigantes no horizonte azulado, canais longuíssimos em que barcas cruzam acima e abaixo, chalés coloridos e com chaminés, enfim, vale a pena se deixar inspirar pelo cenário bucólico do interior da Holanda e ainda de quebra conhecer pessoas interessantes que estão no mesmo vagão que você.
 
Igreja de São Nicolas
Amsterdã a cidade do “libera geral”?
Está no imaginário popular que a capital holandesa é o lugar onde se pode fazer de tudo e de tudo se experimentar sem medo de ser feliz. No entanto, acredito, pelo que vi e ouvi dos moradores locais com quem conversei, que as coisas não são bem assim.

É certo que levas de turistas de todo o mundo vão a Amsterdã para poder consumir maconha e outras drogas – em qualquer lugar chamado “coffee shop” eles vendem maconha, space cake, misturas alucinógenas e tudo o que os dopeheads podem desejar - sem serem incomodados pela polícia ou coisa que a valha. Mas você, que gosta de queimar o velho baseado, não se empolgue muito. Aqui vão os motivos: o uso da maconha não é liberado na Holanda, é tolerado (assim como de outras drogas consideradas leves) em Amsterdã; você não pode queimar o becky em qualquer lugar, só nos chamados coffee shops (que, em termos legais, vendem drogas de forma “ilegal”, pois o uso de da maconha não é legal, é tolerado (repito); ou pode consumir em sua casa e só em certa quantidade; você também não pode sair da Holanda com maconha, pois se der azar e passar por uma inspeção ocasional na “fronteira” ou num aeroporto, você estará na cloaca da cobra. Portanto, se a razão pela qual você quer ir a Amsterdã é usar drogas, fique bem atento às regras do país e da Comunidade Econômica Europeia.

Amsterdam Centraal
Isto dito (precisava fazer este hiato para contemplar algumas perguntas feitas por amigos), é preciso dizer que eu, em particular, não estava nem aí para baseados holandeses, a cidade tinha muito mais a oferecer para mim do que uma viagem psicodélica à base de cannabis. Por exemplo: muita arte, muita cultura, muitas igrejas lindas, muitos canais e muita comida.

Mais do que space cake
Antes mesmo de sair da Amsterdam Centraal, já estava encantado com a cidade. A estação, que fica no centro de Amsterdam, estava toda decorada para as festas de fim de ano e as luzes natalinas começavam a brilhar junto com o pôr-do-sol que se aproximava. Parei alguns minutos para apreciar a arquitetura do edifício antes de tomar as ruas.
Rua no centro de Amsterdam
Ainda na estação, percebi que eu não tinha sido o único a querer passar o feriado de 25 de dezembro por ali (aliás, o feriado lá é de 24 a 26!). A cidade estava lotada, de maneira que andar pelas ruas puxando uma mala de rodinhas parecia uma tarefa complicada. Mas eu me misturei à multidão e fui caminhando, fazendo mentalmente o percurso que tinha visto pelo computador no Google maps 3D, por várias vezes, acreditando que mais uma vez meu app iria me deixar na mão (como deixou!).

Da estação central ao meu hostel eram apenas 10 minutos, mas eu alonguei esse período até quase uma hora, pois é impossível caminhar pelas ruas de Amsterdã sem se impressionar com a arquitetura que mais lembra aqueles bloquinhos de casas que a gente tinha na infância. Alguns edifícios, aliás, são extremamente tortos ou se precipitam sobre a rua dando a sensação de que vão cair a qualquer momento. Me lembro, inclusive, da Maria e da Andreza, duas brasileiras com quem tive o prazer de compartilhar o quarto, me chamarem a atenção para um dos prédios que vimos em nossas andanças que pareceria que com qualquer espirro iriam desmoronar sobre a calçada, ou essa era a impressão que causavam. Mas ele estava lá há décadas, enfeitando a, assim chamada, Cidade do Pecado, de frente a um dos vários canais que a cortam como veias pulsando num corpo libertino que desaguam pelo bairro luxurioso das luzes vermelhas.

The Red Light District
Me lembro de uma novela – acho que Tieta do Agreste – onde havia um lugar chamado A Casa da Luz Vermelha, no qual as mulheres-damas trabalhavam para se manter com o suor do seu trabalho, o qual era repudiado pela gente de bem de Mangue Seco. Essas pessoas de lá se chocariam ao passar pelo famoso distrito amsterdanês e verem expostas nas vitrines mulheres de todos os tipos e gostos com suas formas exuberantes ou exóticas, dançando de roupa íntima e combinações para todos os transeuntes olharem, gostarem e comprarem seus serviços. Às vezes, uma delas abria a porta e chamava o passante a entrar e experimentar as delícias do seu trabalho. Um ou outro menos tímido sorria, olhava a multidão, perguntava o valor e sumia atrás da cortina que era puxada sobre a janela da vitrine.
Centenas de pessoas, especialmente homens jovens, transitavam pelo bairro na noite em que estivemos lá. Todos olhando as vitrines com olhos arregalados e muito sorriso sem graça no rosto enquanto caminhavam rua acima ou rua abaixo sem saber direito o que fazer ou em qual das figuras messalínicas concentrarem sua visão. As luzes vermelhas das casas lembrando desejos proibidos, o neon piscando aqui e ali na noite fria de Natal, sugerindo o calor das paixões pagas com euros a mulheres quase nuas simulando sexo nas janelas, o Museu do Erotismo, as águas frias passando pelo canal sob as ruas quentes de De Wallen, é uma atração um pouco chocante para quem não pensa que o ser humano, assim como produtos nas lojas, está à venda.
Mas, se por um lado a prostituição reconhecida legalmente como profissão pode causar desconforto; por outro lado, o direito dessas mulheres (e desses homens) em trabalhar e serem protegidos por lei enquanto exercem sua profissão é algo louvável.  
O Rossebuurt me pareceu um grande mercado popular onde o produto exposto na vitrine tinha cara, corpo e mente de várias raças e culturas, e me fez pensar nas pessoas brasileiras sujeitas a tantos males por viverem na escuridão de seus misteres corpóreos.

“O que é feito não pode ser desfeito, mas podemos prevenir que aconteça novamente”
Casa de Anne Frank
Ir à Amsterdã é se encantar com seus canais, com a ubiquidade de suas bicicletas, com a arquitetura de seus prédios e praças, com a amabilidade de seus moradores, com a cuca fresca de quem passa por nós. Mas é também relembrar um dos episódios mais tristes da história da humanidade.
Desde adolescente, quando li o Diário de Anne Frank pela primeira vez, senti que apesar de sermos capazes de coisas incríveis, somos também capazes de coisas tenebrosas como odiar alguém pelo simples fato de ele/a ser diferente de nós. A história pungente narrada há várias décadas por uma menina da mesma idade que eu tinha quando li suas memórias ficou gravada em minha mente de forma dolorosa e profunda – não apenas por causa de Anne Frank e sua família, mas pela extensão daquilo, por saber que milhões de pessoas passaram pelas mesmas dores, aflições, desespero e medo, e que foram vítimas de uma morte terrível por causa de um louco que pregava a diferença entre humanos e humanos – graças a Deus pela antropologia e pelos estudos de DNA, os quais histórica e biologicamente provam que tal teoria da superioridade ou inferioridade de “raças”, além de ser estúpida, é totalmente mentirosa.  
A casa é uma recriação baseada na narrativa de Otto Frank, não é mobiliada, e também não é no
Prédios desalinhados em Amsterdam
lugar onde a família foi escondida por amigos holandeses. No entanto, subir aquelas escadas e ler a informação a respeito do cômodo, ler trechos do livro, realmente exerce sobre nós uma sensação esmagadora. Ver e estar no ambiente de cômodos pequenos e apertados onde a família teria vivido, fugindo diariamente da SS por tantos meses, é ser transportado de volta para as páginas que Anne Frank legou à humanidade. A Casa de Anne Frank é sem dúvida uma recomendação que faço a quem estiver na cidade.
Mais informações neste endereço:http://www.annefrank.org/en/Museum/Practical-information/Online-ticket-sales/      eles dizem que indo à noite você pode comprar o ingresso na portaria mesmo, mas que não é garantia. Nós compramos assim que chegamos ao museu (umas 20:00h.) e foi tudo de boa, pouca gente, etc.

Pois tudo o que é bom, sempre acaba... em comida italiana
Restaurante Il Palio Amsterdam
Os dias em Amsterdã foram bem bacanas. Conhecer uma das melhores cidades do mundo, uma das mais seguras e tão rica em história e cultura, com gente tão bacana e pronta a ajudar é, sem dúvida, uma viagem que a gente não esquece tão facilmente.
E entre as coisas inesquecíveis, está uma boate no meio do caminho entre o restaurante IL PALIO e nosso hostel. Abre-se um parêntese aqui. O restaurante Il Palio é um lugar que mais do que recomendo aos amantes da boa e farta comida e dos garçons engraçados e amigáveis. As meninas o haviam descoberto no dia em que cheguei à cidade e me convidaram para jantar com elas à noite. Pedimos uma lasanha pensando que era um quadradinho de dois no prato, mas o que veio à mesa encheu até o dia seguinte. Aliás, no dia seguinte também estivemos lá para uma pizza gigantesca individual – tudo a apenas 5 euros! Mais informações aqui: https://www.facebook.com/Pizzeria-IL-PALIO-1555741284660809/?fref=ts
Pois bem, depois de sairmos do restaurante com os cumprimentos e apertos de mãos calorosos de
Paulo, um soteropolitano pelo mundo
Levent, o rapaz que nos atendeu sempre que estivemos lá, fomos procurar uma festa para ir. Mas em Amsterdam, você não procura festa, ela te encontra. Ouvimos um som vindo de uma das casas pela rua onde passamos, paramos, fomos convidados a entrar, entramos sem pagar nada e sem consumo mínimo. Quando chegamos lá, todo mundo dançado, gritando, vivendo. Traduzindo o espírito da cidade nas luzes do estroboscópio e som tecno que a DJ tocava.

Gostou? Então divulgue.
 😉
O que ver e fazer em Amsterdã:
Albert Cuyp Market
Museu Van Gogh
Museumplein
Rijksmuseum
Vondelpark
Leidseplein
Dam
Basiliek van H Nicholas
Nemo Science Museum
Maritime Museum
Jewish Historical Museum
Casa de Anne Frank
Nieuwe kerke
Palácio real de Amsterdã
E, obviamente, qualquer coisa que você desejar, Amsterdã tem de tudo!

 
Canal no centro de Amsterdam 







domingo, janeiro 08, 2017

Copenhague - a terra da pequena sereia

Uma das histórias que mais me impressionaram na minha infância foi um conto de Hans Christian Andersen chamado “A vendedora de fósforos”. A história se passa no dia de Natal numa rua dinamarquesa e a pequena vendedora, de pés descalços na neve e sem vender nada de sua mercadoria, morre de frio e fome sonhando com as comidas das casas que não lhe abriam as portas e abandonada pelas pessoas que lhe viravam as costas
na rua. É um conto que retrata o “de um lado esse carnaval, do outro a fome total” da música de Gilberto Gil, ambientado na Dinamarca do século 19.
Contudo, a Copenhague aonde cheguei na antevéspera de Natal tinha uma cara totalmente diferente. Uma cidade extremamente limpa, rica, de pessoas cortesas, sorridentes e que se mostraram felizes em ajudar sempre que precisei. Uma cidade com corações vermelhos espalhados por todas as partes nas decorações natalinas e nas fachadas de algumas casas. A Dinamarca, ao contrário da impressão que tive quando li o conto na infância, estava de braços abertos e sorrisos no rosto esperando por mim e pelas centenas de turistas que a visitariam naquele período.

Meu hostel ficava exatamente no coração de Copenhague, a apenas alguns minutos da estação central
Na área comum do hostel
de trens (pode-se pegar o trem direto do aeroporto), e de todas as atrações recomendadas da cidade. Foi quase fácil chegar ao meu alojamento, não tivesse sido o terrível Google maps não mostrar o mapa off-line e minha bateria descarregar alguns minutos após a milésima tentativa de ativá-lo. Ali, sozinho e perdido no frio dinamarquês de dezembro, olhando para um lado e outro e vendo pessoas passarem apressadas para seus afazeres, me lembrei da história de Andersen e corri para mudar o final dela. Parei a primeira pessoa que se aproximou de mim, e, com um sorriso no rosto e um “sorry” nos lábios, perguntei onde ficava minha acomodação. O rapaz, que gentilmente parou para me escutar, pegou o telefone, procurou na internet e cordialmente me mostrou que direção tomar me dizendo “seja bem-vindo a Copenhague”. Agradeci muitíssimo e parti correndo para fugir daquele frio, daquela neblina, daquela chuvinha insistente.

Dali em diante, era só chegar, deixar as malas no locker até a hora do check-in e ir explorar aquela antiga vila viking fundada no século X depois de Cristo, que floresceu para ser uma das cidades mais lindas, mais tranquilas e mais caras do mundo! Sim, em Copenhague eu descobri exatamente porque meus amigos europeus ou não, evitam ao máximo viajar à Escandinávia. Um exemplo? Estou caminhando naquele frio maravilhoso, coberto dos pés à cabeça e buscando um cantinho quente por alguns minutos para continuar percorrendo as ruas. Resolvi tomar um café latte numa tendinha dessas sobre a calçada. Cheguei, fiz o meu pedido, o rapaz olhou para mim e disse, sorridente: 40 coroas, por favor.  Aquele sorriso cordial, escondendo um pérfido “Se pensas que estás rico pelas poucas centenas de coroas que tens no bolso, verás que em três dias ficarás sem tostões se continuares a tomar cafezinho”. 40 DKKs são aproximadamente 5.38 euros (no dia da compra 18.3 reais) - por um latte médio!  Choquei, surtei, quase tive um piripaque. Comecei a calcular quanto tinha e descobri que precisaria fazer duas coisas: ou viver a pão e água, ou viver de água. Me decidi pela terceira: usar o que tinha, distribuindo um valor máximo para cada dia. No final das contas, o dinheiro acabou, mas posso dizer que valeu a pena. Não sei se um dia volto lá, então, o que fiz, foi bem feito. Afinal, diz a sabedoria popular que dinheiro é ganho para ser gasto; da vida a gente só leva as experiências; se dinheiro fosse bom, nasceria em árvore. Então, vamos esquecer a quase bancarrota e ser feliz na Dinamarca recitando provérbios consoladores.


Deslumbramento e tensão
No dia 23 todas as atrações estão abertas. No entanto, em 24 e 25 de dezembro quase tudo – inclusive restaurantes (salvo os chics e caros) – fica fechado. Portanto, se vier à Escandinávia nesse período, lembre-se de visitar os lugares antes ou depois dos referidos dias, senão pode fazer como eu, acostumado com o consumismo exacerbado da Bahia onde tudo fica aberto todos os dias (exceto pelas lojas de rua), e não se ligar em visitar alguns museus e outros lugares fechados assim que chegarmos, tendo como resultado não poder entrar neles por causa do feriado (verdadeiro por aqui).

Mas, museus e galerias à parte, Copenhague nos brinda com lugares a céu aberto imperdíveis e sem
Âncora em homenagem aos mortos na II Guerra - Nyhavn
custos como o Nyhavn, um canal perto da estação de Kogens Nytorv, escavado por soldados na década de 1670 a fim de que mercadorias pudessem chegar por barcos naquela região. Esse processo transformou a área numa das mais prósperas do país devido à chegada de vários comerciantes e empresários que ali estabeleceram suas casas e seus negócios. No entanto, durante as guerras napoleônicas, o lugar entrou em decadência e se transformou numa zona de prostituição e bebedeira. Hoje, para nossa alegria, está todo recuperado e ali você encontra vários cafés e restaurantes maravilhosos (e por valores muito altos). Ali também viveu Hans Christien Andersen – mas eu não encontrei a casa onde ele morou.

Partindo de Nyhavn, basta cruzar uma ponte no final da rua na direção do mar e ir até o Copenhagen Street Food, um lugar bem bacana, dentro de um prédio, onde se pode saborear a culinária de várias partes do mundo, inclusive do Brasil (no quiosque de nome Brasa). Além da comida e bebida, pode-se também escutar música ao vivo, entre outras formas de arte. No verão a coisa por lá fica bem mais agitada com direito a banho de mar e tudo. Para mais informações, visite o site deles: http://copenhagenstreetfood.dk/en/. Eu recomendo.

O bom em Copenhague é ir andando e descobrindo pequenas coisas interessantes como estátuas, barzinhos, parques e ruas pitorescas com casas coloridas e prédios de arquitetura interessante. Deixei meu roteiro (quase) de lado e tomei as ruas cortando canais, me impressionando com a quantidade de bicicletas e bicicletários que faziam um mar de rodas e guidons aparecerem diante de nós. Nunca vira tantas bicicletas juntas em um só lugar. Pensava que esse era um costume apenas em Amsterdã, mas, pelo que vi em ambas as cidades, Copenhague deixou a cidade holandesa no chinelo neste quesito. É impressionante ver a quantidade de pessoas circulando de bike pelas ruas. Quase tão impressionante como um restaurante que vi no meio de uma praça próxima à Torre Redonda (atração turística de onde você pode ver toda a cidade a partir do topo).

Estamos acostumados a ver frango sendo assado naqueles fornos grandes postos sobre a calçada, mas
jamais vira um leitão inteiro, partido em banda, sendo assado no meio da rua! Olhei aquilo e pensei que talvez me tornasse vegetariano um dia – um dia. O churrasqueiro (ou sei-lá-o-quê), ao me ver fotografar, me convidou a experimentar o leitão, mas eu, com o estômago meio embrulhado, preferi continuar andando em busca de Christiania.

Não, não se trata de uma princesa dinamarquesa de longas tranças loiras esperando um cavaleiro encantado. É uma área autônoma com leis próprias, fundada por hippies, artistas e anarquistas na década de 1970, dentro da cidade de Copenhague. Em todos os blogues e vídeos de viagem que vi, falaram sobre o lugar como um sítio imperdível para os turistas. A ideia que todos esses blogueiros e vlogueiros vendem é de um paraíso meio no estilo socialismo utópico, Kibutziano que me fez pô-lo como principal atração a ver na cidade. No entanto, minha opinião é totalmente o contrário disso aí. O lugar me pareceu uma cidade futurista do tipo Mad Max, onde sobreviventes de uma hecatombe nuclear se reuniram para criar uma sociedade decadente e assustadora onde o consumo e comércio de drogas são liberados. Entrei no lugar com olhos de admiração e saí de lá apressado após cinco minutos. Me pareceu um gueto onde viciados e traficantes se escondiam da polícia e criavam um estado paralelo num ambiente bem ao estilo Doom’s Day. No entanto, quem vive lá diz que quer apenas poder criar seus filhos e viver longe do caos da cidade.

Christiania - A cidade dentro de Copenhague
Não sei, cabe a cada um experienciar e tirar suas próprias conclusões. O que sei é que ao sair de lá, fui direto à Vor Frelsers Kirk (Igreja do Salvador), numa tentativa de tirar de cima de mim a nuvem de almas malfazejas que porventura tivessem tentando se acercar por causa daquela visita a lugar tão sinistro. Fiquei lá, contemplando a beleza da igreja, a paz, o silêncio daquele edifício em cujo topo há um mirante de onde se tem uma visão espetacular de Copenhague, não pude subir, no entanto, porque estava fechado a visitas.

Mais uma vez Hans Christian Andersen
Uma outra atração imperdível em Copenhague é aquela que os críticos consideram a segunda mais
A Pequena Sereia
decepcionante do mundo (para quem pensa que o Manneken Pis de Bruxelas é a primeira). Uma homenagem à história de Andersen, Den Lille Havfrue (A Pequena Sereia) repousa serena sobre uma pedra à beira-mar no cais de Langelinie. Sendo fotografada e filmada por centenas de turistas que, a exemplo do que ocorre em relação a seu coleguinha belga, se acotovelam e arriscam cair no mar gelado para tirar uma foto com ela. Embora as pessoas a achem sem graça, eu, por minha vez achei bacana, talvez, como disse uma amiga que fiz em Bruxelas e que reencontrei em Copenhague, a estátua é "pretty classy" (bem elegante, estilosa).
Kastellet 
Mas, apesar da fama da sereia, o que preferi naquela região foi a indicação do vendedor de café de quem comprei a deliciosa bebida quente para esquentar minha garganta e mãos. Ele me indicou sair dali do furdunço da estátua e entrar em Kastellet (cidadela), uma fortaleza bem ao lado da estátua aonde se vai andando em menos de 3 minutos. A fortaleza foi construída no século 17 e ainda hoje serve como área para assuntos militares, mas é aberta ao público para visitação. Lá, pode-se ver o único moinho da Dinamarca – segundo o vendedor de café – e ter uma visão bem idílica do lugar.
Após deixar Ksatellet, lembre de passar na igreja de Saint Alban – bem bacana.

 “Então é Natal, a festa cristã”
Em minha família o Natal é uma data muito querida e aguardada, não só pela linda mensagem religiosa do nascimento do filho de Deus para iluminar os homens, como também por podermos nos reunir em família e encontrarmos os entes queridos que vivem distantes ou que o dia-a-dia distancia. Mas esse ano eu estava ali em Copenhague, longe de todos e ainda sem saber o que fazer na minha noite de Natal, uma vez que nada funciona na capital dinamarquesa e as ruas estão totalmente desertas. Enquanto tomava café, duas vizinhas minhas de Salvador que estavam no mesmo quarto que eu (as conheci em Copenhague) me disseram que o hostel iria organizar uma festa à noite e que poderíamos participar. Achei que seria melhor do que ficar no quarto assistindo a edição de Natal de Sense8 ou algum filme, ou choramingando pelo Skype enquanto o pessoal lá em casa se arrumava pra ceia. Pois bem, depois de muito andar durante o dia, fui para a área comum do hostel sem esperar muita coisa. Comprei um Irish coffee, sentei numa mesa, e esperei. Em poucos minutos minha mesa estava cheia de gente saudosa de casa e muito afim de fazer novas amizades. Sentamos todos a conversar, comer e rir muito. Pessoas de países diferentes, culturas diferentes, ali, reunidos pela festa mais significativa do mundo abrindo os corações e deixando a alegria da vida inundá-lo. Hans Christian Andersen deveria estar ali, contente de ver como a sociedade que um dia ele descreveu havia se transformado na noite de Natal.
Igreja de Mármore - Copenhague


O que ver e fazer em Copenhague:
Nyhavn
Palácio de Malienborg (ver a troca da guarda às 11:30)
Igreja de Mármore
St Alban’s church
Kastellet (ver a pequena sereia)
Castelo de Rosemborg
The round Tower
Tycho Brahe Planetarium
Tivoli Gardens
Gammel Strand
Stroget
Vor Frelsers Kirk (The Savior Church)
Christianshavn
Christiania (??)
Copenhague Street Food (restaurant brasileiro Brasa)

Borsen - a Antiga Bolsa de Valores de Copenhague

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